sexta-feira, 12 de março de 2010

Cap. II A Casa

Mudamos para a casa nova em 24 de fevereiro de 2007. Exatamente quando as mortes começaram a acontecer. Havia um serial killer espalhando horror na pequena cidade que havíamos escolhido pra morar. Logan, uma cidade de aproximadamente quarenta e dois mil habitantes, no estado de Utah. Havíamos nos mudado em razão de uma oportunidade de trabalho em uma empresa de turismo da cidade. Minha esposa Anne, não trabalhava, apenas ocupava-se de cuidar de nossa pequena Maria.

Muito antes de eu saber do caos instalado na cidade, já havíamos decidido nos mudar, e sequer sabia que isso estava acontecendo. Na verdade, em Logan, havia acontecido a segunda morte, quando chegamos. A primeira havia ocorrido exatos 23 dias antes em River Heights, há dois quilômetros dali. Um homem estava matando mulheres de vinte e poucos anos, morenas, solteiras, enfim, foi o que soube pelos jornais.

Independente destas notícias, nada abalava a felicidade da mudança para nossa casa nova. Anne estava feliz desenbalando bibêlos e quinquilharias de dentro das caixas de mudança. A casa era muito bela, de dois andares, cheirando a nova. Compramos com a venda de nossa antiga casa, estávamos felizes diante a perspectiva de uma vida nova. Estávamos na cidade há algumas semanas, e a poeira das notícias maquiavélicas estava baixando.

A vizinhança era tranquila, e já estavámos fazendo amizades. Os Jhonson, nossos vizinhos mais próximos, haviam acabado de nos convidar para um jantar em sua casa. Por volta das oito horas da noite, Anneestava pronta, linda, em um vestido floral, longo de fundo preto com pequenas flores coloridas, seu belo rosto emoldurado pelos longos cabelos castanho, a deixavam ainda mais radiante. Maria, estava tão bela quanto a mãe, em um vestidinho vermelho e uma fit no cabelo. Maria tinha tres anos de idade, mas já era don de uma forte personalidade. Correu para meus braços e m deu um beijo no rosto. Estavámos prontos para nosso primeiro jantar como recém chegados.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Cap. I Noites em Claro

Todas as noites, o tic-tac do relógio desperta-me às três e trinta da madrugada. O despertador continua programado para as seis e trinta, hora que eu acordo para a via cruscis diária.

Mesmo assim, noite após noite, cismo em acordar no mesmo horário. Minha cabeça começa a latejar, ouço o tic-tac do relógio e sei que tenho de acordar. Penso que ainda é madrugada, levanto-me, tomo um comprimido de Advil, e volto para cama, onde esperarei eternas três horas até o despertador tocar.

E assim já se passaram longos dez anos, desde a partida da minha mãe. Mulher forte, de temperamento firme, um olhar misterioso. Sei que ela guardava um segredo. E isso me intriga até hoje. Inconscientemente, pode ser o que me acorda todas as noites. De certa forma, o silêncio da noite, o silêncio de uma casa de madrugada, propicia pensamentos obscuros.